Pintava-te com o sal
Que brota no rebentar sereno
Deste longo azul,
Gigante e
Tranquilo.
Afrodite toda nua,
Posídon vai à loucura e
Já ninguém o atura.
Os Deuses também
Gemem
Os Deuses também
Querem
Pegar em Afrodite toda nua
Pintá-la a sal à luz das estrelas
E da lua.
De onde vens tu,
Afrodite toda nua?
De onde vem
O sal que te pintou
E o azul que me dá esta
Secura?
Por mais que queira o azul
E gema
Como os Deuses fazem,
Não me queres tu,
Afrodite toda nua
Enterrada e pintada a sal
Nessa praia que é só
Tua.
Desenterra-te.
(Devaneios de uma noite de Verão)
(Devaneios de uma noite de Verão)
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