William Shakespeare, o ilustre dramaturgo britânico, que, obviamente, dispensa apresentações (ou não, porque foi um dramaturgo e os dramaturgos encenavam, e não dispensavam, apresentações teatrais), está a ser, no auge das suas 451 primaveras, acusado de ser canábico. É verdade, caro leitor. Cachimbos encontrados em escavações no quintal da sua antiga residência, em Stratford-upon-Avon, terra natal do indivíduo, sugerem, e de que maneira, que o Bardo do rio Avon fumava erva.
Tenho muito medo desta notícia, e sinto que nem havia de estar a escrever isto porque de certa forma estou a promover a notícia, avançada inicialmente pelo Telegraph.
Medo porque temo pelas redes sociais, como bom utilizador das mesmas que sou. A questão é que simplesmente não quero que, depois do Bob Marley, uma pessoa exemplar que fumava erva seja uma espécie de talismã para os adolescentes fumadores.
Simplesmente não quero ver frases como "olhem, até o grande mano Shakes fumava, e vejam no que ele se tornou. Uma LEN-DA. #FuckingLegend ". 2309281128 likes, 563 comentários, imagem de uma absoluta lenda a ser corrompida, sendo a mesma venerada por quem nem sequer conhece uma obra dela.
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