10 de agosto de 2015

Supertaça

Como adepto de futebol que sou, gostei bastante de ver o jogo de ontem. Não há nada como um bom derby. Sofá aparenta ser longo, cerveja está fresquíssima, entram em campo as equipas, e lá vou eu para as redes sociais rir com os bitaites de alguns indivíduos. Menti em relação à cerveja. Sou jovem, não posso beber álcool em casa. Mas vá, o Santal de morango está fresquíssimo, tornando verdadeira a premissa anterior.

Mas, desenvolvendo a primeira frase desta balela, gostei muito do jogo, porque foi um jogo que não foi uma seca. 90% dos Benfica vs. Sporting que vi foram jogos nos quais o melhor jogador em campo era o João Pestana. É tão irritante quando um jogo sobre o qual recaem tantas expectativas acaba por ser uma bosta em termos de jogabilidade propriamente dita. Felizmente ontem não aconteceu.

Ontem o melhor em campo foi sem dúvida Jorge Jesus. Cada vez o idolatro mais. Além de defender com unhas os dentes, mas mais com os dentes, um dialeto do português, o Amadorês, é sem dúvida um badass. É um indivíduo que quero ver no próximo filme da saga d'Os Mercenários.

Na Bíblia, Deus enviou o profeta Jonas para este adverter os sírios em relação à sua crueldade para com os israelitas. Caso não parassem o derramamento de sangue, uma ira divina abater-se-ia sobre eles. Jonas , contudo, por temer pela própria vida, não realizou essa tarefa, após ter partido para a Síria.
Ontem aconteceu o mesmo, só que o filho de Deus não aprendeu com o pai e ainda fez pior, porque a palmadinha de incentivo nas costas foi dada com Newtons a mais...

Contudo, entidade divina que é entidade divina tem que manter o estilo, quer perca quer ganhe. Como tal, a postura de quem deu a um clube um troféu que não era conquistado há quase dez anos nunca muda, e com toda a naturalidade ficou ali, sentado no banco à espera da entrega do troféu, impávido e sereno. Like a boss!

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