Fita,
sangue, rosa
Lisa,
líquida, espinhosa
Essa cor,
pigmento
Esbatido,
fraco, dorido, sentido,
Senti-a
Foi essa
fita que me marcou muitas
Páginas,
Essas
tantas, com água tingida, marcadas
Por hemorragias
não coalhadas:
O vermelho
ficou azul revoltado;
Voltando o
vermelho, o azul falsamente preto é virado;
E o preto
solitário viveu no branco nu,
Agora,
fachada, mal vestido
Perdoa-me
algumas rosas que não cortei,
E todas as
coisas que nunca te dei,
Querias
tanto e não querias branco!
Só havia
brancas, só há brancas, só vejo branco…
Pois tudo é
tão claro numa hora:
Agora,
Como é bom
pensar que não é tarde,
Mais que
pensar no loiro, e viver na luz do verde
Na ferida
Pus um penso
lento
Num coração
de “homem” pouco verdadeiro,
Que forte me
bate e vai explodindo
Esta cor do
engano que fui bebendo,
E que, cá
dentro, parece não me acabar por inteiro
Numa
cicatriz que lembra o sentimento
Agora diz-me,
tu, a mim
Qualquer
engano:
Sou
vermelho, eu, para ti?
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